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Ano 1 | Nº 4
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Edição 4 < Internacional
CHINA
 
Crescimento econômico, OMC e meandros do governo Chinês: o caminho para o setor de construção e pisos industriais.
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Tornou-se comum falar do desempenho da economia chinesa cujo crescimento médio anual foi de 8% na última década, contrastando fortemente com o baixo crescimento dos países em desenvolvimento. Assim, como não poderia deixar de ser, a boa performance e um mercado consumidor com enorme potencial tem feito da China um país atrativo para os investidores internacionais. Porém, por se tratar de um país cujo processo de abertura política ainda se encontra em andamento, os contatos com o governo chinês se tornam fundamentais para atingir esse mercado, principalmente quando se refere ao setor de construção e seu processo de licitação para projetos estatais.

O setor de construção tem apresentado um aumento da participação no PIB do país ao longo da última década (como mostra o gráfico abaixo), contribuindo em 2001 com 6,6% do produto chinês e atingindo um nível de investimento de US$ 185 bilhões em 1998. Além disso, o número de empresas na cadeia de construção passa de mais de 40.000, com uma crescente participação estrangeira no total de novos contratos no setor, refletido tanto no aumento do número de empresas estrangeiras recém-instaladas nesse país, como no número de empregados estrangeiros enviados para lá.

Assim, alavancado pelo bom desempenho do mercado de construção, projeta-se no setor de materiais de construção um crescimento de 3% a 4% a mais do que o crescimento do PIB chinês até o final dessa década. Com isso, espera-se alcançar um produto de US$ 146,10 bilhões para o setor de materiais em 2010, podendo gerar grandes oportunidades para o setor de pisos industriais tanto no que se refere à venda de materiais quanto à prestação de serviço.

As instituições estatais têm atuação ativa no mercado, em particular o Banco da Construção, que financia a maior parte dos projetos do setor, e o Ministério da Construção da China (MOC), órgão responsável por formular todas as políticas do setor desde o treinamento de mão-de-obra até o planejamento, bem como planeja e monitora a construção de novas indústrias do Estado, dos centros urbanos e rurais e dos projetos de infra-estrutura no território chinês.

Além disso, o MOC regula boa parte das questões relacionadas à participação de empresas estrangeiras. É preciso, por exemplo, a aprovação desse órgão para participação de empresas estrangeiras em negócios de construção. Como regra geral, o MOC tem dado preferência aos materiais de construção fabricados na China. Sendo assim, como na maioria dos setores econômicos na China, a forma mais segura de obter acesso ao mercado doméstico desse país é através do estabelecimento de parcerias com empresas chinesas por meio de joint-ventures, estratégia essa que conta com o apoio do governo daquele país.

O governo está atualmente interessado em estimular a aquisição de novos materiais e tecnologias de engenharia para a construção civil – como produtos processados de materiais não-metálicos, materiais inorgânicos e equipamentos de materiais para construção, dando prioridade para materiais que não agridem o meio ambiente – e de know-how de administração de projetos, estando assim interessado em atrair empresas estrangeiras dispostas a abrir novas oportunidades de tecnologia para o setor na China.

Algumas regras balizam as licitações de projetos do governo em construção realizadas na China, dentre elas vale destacar:
I) as compras governamentais são descentralizadas;
II) todo projeto de construção públicos excedendo RMB 60 milhões precisa da aprovação do governo;
III) a instalação de empresas estrangeiras ou joint venture excedendo US$ 30 milhões precisam de aprovação do governo; e
IV) não há um sistema centralizado de informações sobre as compras governamentais chinesas; normalmente, as informações são distribuídas diretamente às principais empresas que podem prestar o serviço.

A entrada da China na OMC pode se tornar um fato importante para abrir novas oportunidades para as empresas estrangeiras na indústria da construção. Dois pontos são sensíveis para o setor: I) questões tarifárias - neste caso a exportação de material de construção seria beneficiada em virtude de redução tarifária e outras barreiras não-tarifárias, principalmente no que se refere à discriminação entre produtos nacionais e estrangeiros; II) questões regulatórias - com ênfase nas regras de acesso a mercados no setor de serviços, principalmente no que se refere às regras de investimento, dentre elas a política do governo de exigir a formação de uma joint-venture com uma empresa local para se obter o acesso ao mercado chinês, ou ainda, a limitação à participação de capital estrangeiro. Além disso, caso a China assine o acordo que regula as compras governamentais, poderão ser abertas inúmeras oportunidades para empresas estrangeiras no setor de construção cuja presença do governo é enorme, uma vez que o acordo prevê a abertura das licitações em projetos estatais para as empresas estrangeiras.

Ou seja, o mercado chinês é uma oportunidade de negócios gigantesca e deve se tornar ainda mais atrativo para as empresas estrangeiras no futuro próximo. Devem ainda persistir algumas dificuldades de ordem política, regulatória e jurídica, mas as crescentes cifras do setor são um convite para as empresas apostarem que a médio prazo os benefícios irão superar os custos de assumir esses riscos.

Comaro Engenharia executa pisos industriais na China

No final do mês de maio de 2003, a Comaro Engenharia foi procurada por um antigo cliente do segmento de temperos para avaliar a possibilidade de execução de um piso industrial em uma unidade com 12.000 m² na China, mais exatamente na província de Shondong.

Inicialmente, foram realizados estudos sobre a real necessidade do cliente, da região onde seria realizada a obra, as condições oferecidas e o tamanho do envolvimento da empresa, já que a contratação seria feita diretamente pela indústria, sem intermediação de terceiros ou de uma construtora. A equipe da Comaro limitou-se a apenas um engenheiro, um encarregado e um operador de máquinas. O engenheiro Rogerio Schettino, sócio da empresa, ficou responsável pelo acompanhamento e gerenciamento da execução do piso.

O primeiro problema foram os equipamentos. Enviá-los do Brasil era uma alternativa inviável devido ao prazo de quase 3 meses para entrega. A locação também não era possível, pois os equipamentos ainda não são encontrados no mercado chinês (as empresas locais são pequenas e outros países como a Malásia, também ainda não possuem equipamentos modernos). Optou-se por comprar novos equipamentos para executar o trabalho. A empresa americana Whiteman foi escolhida para fornecê-los. Os equipamentos utilizados foram:
• 02 acabadoras duplas 36
• 02 acabadoras simples 36
• 01 régua vibrátoria treliçada com 12 metros
• 01 máquina de corte
• 01 régua vibratória manual
• 01 nivel ótico
• Discos, facas e outros acessórios

Funcionários chineses manipulam as acabadoras.
  Vista geral da fábrica após a execução do piso industrial,
na província de Shondong.

Especificações d